Noite Bisonha
Serei fiscal do Processo Seletivo Seriado 2009 da UFPB e ontem estive presente na reunião com alguns fiscais selecionados, pareceu-me que todos eram professores da instituição. No fim da reunião, houve a distribuição das portarias que nos autorizava a sermos fiscais. Quem recebia o documento, poderia ir embora desde que tivesse assinado a folha de presença. A simples distribuição deste papel a todos os presentes foi a maior bagunça que já presenciei. O processo era demasiadamente simples:
- O rapaz chamaria o nome de uma pessoa;
- Apenas a pessoa chamada levantaria a mão;
- O rapaz iria entregar o papel em sua cadeira;
Não haveria como dar errado, não é? Sim, houve! Por incrível que pareça, as pessoas, supostamente professores de ensino superior, não conseguiram ficar 2 minutos, em silêncio, esperando seu nome ser chamado e logo começaram a questionar “cadê o meu papel?”; muitas outras levantaram a mão para indicar onde a pessoa chamada estava, causando confusão na hora de distribuir o documento; quem deveria aguardar sua vez em silêncio começou a conversar com os colegas ao lado, dificultando a escuta da chamada; de repente, mais pessoas foram incluídas no processo de chamar os nomes, gerando mais confusão e gritaria desnecessária – quase histeria. Em um dado momento, as pessoas correram para cima de quem estava com os documentos para pedir o documento delas. Como se não bastasse, houve pessoas que receberam a portaria mas não haviam assinado a ata de presença. O normal seria esperar que a ata chegasse em sua carteira, assinar e ir embora. Obviamente, isto não ocorreu. O que mais se ouvia era “onde está a lista de presença?” pra cá e pra lá. Tão logo descoberto o paradeiro da bendita lista, mais um tumulto em cima da cadeira onde ela estava.
Sinceramente, espero que os presentes não sejam professores da UFPB, senão dá até para ter alguma noção de como a instituição é gerida e porque está como está…
Já no hipermercado Extra, assisti um pouco da novela Os Mutantes, da Record. A intenção é ser mesmo um live-action tosco de X-Man? Se sim, acho que estão conseguindo o objetivo. Quase morro de rir quando vejo um personagem dizer:
- Pelo poderes… da pedra filosofal!
Hã? Já estava quase completando “de Grayskull! Eu tenho a força!” e o filminho passando-se na minha cabeça.
“He-Man! Tã-rã-tã-tã-ran! He-Man!”
Como o fio do meu fone de ouvido havia partido, fui obrigado a voltar para casa escutando um cara ensaiando pro coral da igreja. O detalhe é que ele estava com um Nokia N-alguma-coisa, vendo um vídeo, talvez para decorar também a coreografia, enquanto lia ou tentava cantar a letra da música. Ubiqüidade de tecnologia dá nessas coisas. Eita! Que noite bisonha! Bem, nem tudo foi bisonho.

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